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Aquacultura pode retirar pressão dos recursos marinhos

O eurodeputado, Ricardo Serrão Santos, visitou, este sábado, as instalações da exploração de aquacultura da Aquazor em Ponta Delgada, uma iniciativa privada apoiada pelo fundo do Mar 2020, um programa financiado pelo Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas (FEAMP). Para o deputado europeu, “este tipo de investimento é um bom exemplo de aplicação dos apoios europeus” uma vez que, referiu, “promove a ligação entre a área cientifica, por via da investigação, desenvolvimento e inovação e o capital e conhecimento de mercado”. Por isso, salientou o deputado europeu, “esta iniciativa responde precisamente à configuração que se tem promovido na União europeia e que assenta na valorização do conhecimento adquirido por via da investigação, dando-lhe sentido económico, desde logo, porque são gerados novos postos de trabalho, muito deles, qualificados”. É certo, disse Serrão Santos, “que se trata ainda de um projecto em fase experimental mas que tem, pelo que pude constatar, perspetivas muito positivas de se transformar num factor de desenvolvimento em várias ilhas já que o promotor está licenciado para operar em São Miguel, Terceira e Faial podendo ainda vir a requerer áreas noutras ilhas”.

Durante a visita, o eurodeputado que reuniu com os promotores, teve oportunidade de salientar que a alimentação e a segurança alimentar estão na ordem do dia na agenda política da União Europeia, e consequentemente, na do Parlamento Europeu. Desde o último semestre de 2017 que a Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural está a discutir a proposta legislativa da Comissão Europeia relativa à nova Política Agrícola Comum – “O futuro da alimentação”. Neste momento as 3 propostas de regulamento para a Política Agrícola Comum estão no PE. Os Planos Estratégicos, Regulamentos Especiais, e o Regulamento Horizontal do qual o próprio deputado europeu Serrão Santos é relator sombra. Os recursos marinhos estão em foco, porque são uma forma de fornecer alimentos mais saudáveis para o mundo. A CE lançou no ano passado um relatório estratégico “Alimentos dos Oceanos”, em cuja discussão, e até elaboração, o Eurodeputado foi por diversas vezes chamado a intervir. Para o deputado europeu, “a crescente necessidade de uma nutrição mais saudável, e não de mais alimentos, aumentará o interesse em produtos de origem marinha. No entanto, a produtividade marinha está altamente impactada pela pressão das pescas, sem falarmos de factores como a poluição crescente (onde agora se incluem os plásticos), a degradação costeira, as alterações climáticas, entre outras, e é aqui que algumas formas de produção em aquacultura poderão responder às necessidades”.

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