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O eurodeputado Ricardo Serrão Santos participou na cerimónia de entrega de prémios de mérito académico da Escola Básica integrada de Rabo de Peixe. A sessão de entrega de prémios aos melhores alunos finalistas do 4.º, 6.º e 9.º ano, contou também com a apresentação dos trabalhos que os alunos daquela escola vão propor no Parlamento Jovem deste ano que se subordina ao tema “alterações climáticas, salvar os oceanos” e com uma intervenção do eurodeputado que falou acerca dos desafios da governação dos oceanos e do trabalho que tem realizado nesta área.

Ricardo Serrão Santos começou por dizer que “estando numa vila de forte tradição piscatória como aquela a mobilização das novas gerações para necessidade de preservar os oceanos é particularmente relevante”. Neste sentido, salientou “como bastante positivas e encorajadoras” as ideias apresentadas pelos alunos que visam a limpeza da orla costeira e o combate à utilização desnecessária de plásticos. O deputado europeu, referindo-se à necessidade de manter os oceanos saudáveis e à importância de uma gestão precaucionária dos stocks de pesca afirmou que “podemos ter peixe no mar sem pescadores, podemos ter peixes no mar com pescadores, mas uma coisa é certa, não podemos ter pescadores sem peixes no mar”. No entanto, disse Serrão Santos, “para reformar temos que o fazer sem rupturas sociais daí ser fundamental envolver as populações nestes processos, os sinais que vocês estão a transmitir são de grande importância porque provam que estão também aqui, nesta importante vila piscatória, a mudar a forma como encaram o oceano”.

O eurodeputado referiu ainda o trabalho que começou agora a desenvolver como membro do painel de 19 especialista do grupo da UNESCO que irá elaborar a agenda das Nações Unidas para a Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (2021-2030) que será apresentada na 75.º Assembleia Geral das Nações Unidas em 2020. A este propósito o Serrão Santos, enfatizou a necessidade de serem tomadas medidas a nível global sendo no entanto fundamental o trabalho que cada um tem também que fazer na terra onde vive, sendo disso exemplo o que se propõem fazer os alunos daquela escola. Para Serrão Santos os projectos apresentados são um exemplo louvável da máxima “pensar global, agir local”.

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