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O eurodeputado Ricardo Serrão Santos foi convidado para proferir a intervenção de abertura da conferência do Sistema Europeu de Observação dos Oceanos (EOOS), uma iniciativa que decorreu em Bruxelas e que juntou mais de 350 participantes da ciência, autoridades públicas, indústrias, incluindo a pesca, energia, transportes e sociedade em geral. Na sua intervenção, o deputado europeu lembrou que “o progresso rumo ao desenvolvimento sustentável tem tudo a ver com a redução das assimetrias de desenvolvimento no mundo”. Para Serrão Santos “quando se trata da questão dos oceanos e mares, constatamos que os Estados em desenvolvimento, ou seja, os pequenos Estados em desenvolvimento, os países menos desenvolvidos, mas também as regiões ultraperiféricas e os territórios ultramarinos dos países membros da União Europeia, estão áquem do seu potencial”. “Muitos desses países e territórios”, salientou o eurodeputado, “tendo em consideração a sua localização geográfica, o seu capital oceânico natural e a sua riqueza em recursos naturais, têm uma vantagem comparativa potencial na economia azul”. “Por outro lado, as expectativas de desenvolvimento baseadas nas novas tecnologias abrem oportunidades no campo da bio-prospecção, recursos minerais de profundidade e energias azuis renováveis”. “Vindo dos Açores, sei bem que a dimensão oceânica da União Europeia não termina nas margens do nosso velho continente”, afirmou Serrão Santos. “As nossas regiões ultraperiféricas e os territórios ultramarinos dão uma dimensão marítima alargada à Europa”. Por isso, “como europeus”, afirmou o parlamentar europeu, “temos que ir além”.

“Em termos práticos”, disse Serrão Santos, “a União Europeia fez e está a fazer um enorme esforço para a observação dos oceanos. Para mencionar apenas alguns, chamo a atenção para a Agência Espacial Europeia, EMODnet, Copernicus project e o Data Collection Framework for fisheries”.

Para Ricardo Serrão Santos “precisamos de sistemas pan europeus de observação dos oceanos capazes de coletar dados sobre o oceano e o clima e de prever condições oceânicas”. “Estas informações”, destacou, “devem ser disponibilizadas a uma variedade de usuários, incluindo marinheiros comerciais e recreativos, empreendedores e serviços de emergência e costeiros, investigadores e educadores”. É que, enfatizou, “sem a capacidade de ter informações generalizadas e troca de informações, não seremos capazes de lidar com alguns dos problemas mais desafiadores com que nos deparamos” neste planeta em mudança. A conferência de três dias foi encerrada pelo Comissário Karmenu Vella.

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