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O Parlamento Europeu aprovou, esta quarta-feira, novas regras para combater a poluição por plásticos nos oceanos. Todos os anos são lançados 8 milhões de toneladas de plásticos para o mar. Foram assim adotadas um conjunto de medidas para eliminar ou reduzir a produção e o uso de plásticos de utilização única e para aumentar os níveis de reciclagem. A venda de artigos plásticos descartáveis, para os quais já existem alternativas noutros materiais, como é o caso de cotonetes, talheres, pratos, palhinhas, pequenas colheres de café e varas de balões, será proibida.

Entre os objetivos da nova legislação está também a redução em 90%, até 2025, de garrafas e tampas de plástico, que são a primeira categoria dos plásticos descartáveis encontrados no mar, representando cerca de 1/5 do total. Para o efeito é incentivada a recolha selectiva destes produtos por via da introdução generalizada de sistemas de reembolso de depósito para as garrafas de plástico.

O eurodeputado, Ricardo Serrão Santos, que interveio no debate da directiva “Redução do impacto de determinados produtos de plástico no ambiente”, chamou a atenção para a necessidade de “harmonizar esta proposta com a diretiva da receção de resíduos em zonas portuárias”, uma vez que “as pescas são responsáveis por 27% dos plásticos que ocorrem no mar”.

Para o socialista, que é coordenador dos deputados socialistas europeus para as Pescas, a directiva “só peca pela demora”. Serrão Santos lamentou “o ponto a que deixámos expandir os plásticos para só agora começarmos de facto a produzir instrumentos de governação para corrigir os erros de gestão dos últimos 70 anos”. A finalizar enfatizou, que este facto “nos sirva de aviso para não descurar a guarda e a precaução para a gestão e a governação quanto a inovações tecnológicas atuais e futuras”. “Os plásticos são uma inovação tecnológica fabulosa do século XX, mas a sua governação foi completamente descurada durante demasiado tempo”, disse.

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