Ir para site do PS/Açores

O eurodeputado, Ricardo Serrão Santos, co-organizou, esta quarta-feira, no Parlamento Europeu, em Bruxelas, a conferencia “O impacto do lixo marinho na pesca e nos oceanos”. Na intervenção de abertura, Serrão Santos referiu o trabalho realizado nos Açores para afirmar, de modo positivos, “a importância da mudança de comportamento dos cidadãos para a diminuição do lixo marinho”. Salientou o caso da cidade da Horta, a que chamou cidade-mar, onde “este trabalho tem sido continuo ao longo dos últimos anos tendo culminado, este verão, com a retirada de todos os descartáveis, copos, garfos, facas, colheres, palhinhas, etc, da grande festa da Semana do Mar onde os bares, restaurantes, palcos musicais e discotecas dão moldura na cidade aos eventos que decorrem no mar em volta”. “É notável com o empenho da Câmara Municipal, do Clube Naval, do Governo Regional, dos cidadãos quer através de ONG locais e do sector comercial  se empenharam pela promoção de reutilizáveis”. A verdade é que, enfatizou o eurodeputado, “é maravilhoso que no final das noites não haja lixo naquela cidade costeira. O município e os cidadãos estão fazendo muito bem, pois está sendo criada uma forte consciência ambiental e uma acção concreta relativamente à gestão dos plásticos”. “Noutras ilhas”, disse o deputado europeu, “as organizações dos eventos também optaram pela utilização de reutilizáveis, gerando, todos em conjunto, um movimento de mudança que merece ser destacado e valorizado”.  “No mesmo sentido vão iniciativas como a recolha de beatas das praias”, afirmou o eurodeputado açoriano enquanto era projectada uma foto de uma iniciativa que resultou na recolha de 2364 beatas de uma praia”.

Para Serrão Santos “a acumulação de lixo nos oceanos pode ser considerada o resultado de uma falha de mercado em terra. O problema tem origem – como tantas vezes – no facto dos produtores / fabricantes de bens (plásticos) não serem economicamente responsabilizados pelos produtos que vendem”. O eurodeputado relembrou que “os plásticos já atingiram as margens das ilhas mais remotas e até mesmo as águas polares distantes dos centros urbanos tendo, inclusivamente, conquistado o mar profundo antes que a humanidade conseguisse lá chegar, o leito marinho profundo posse a constituir o último sumidouro para o lixo marinho”.

Na conferência que envolveu a Comissão Europeia, a FAO, a UNEP, mas também representantes de setores como as pescas e ONGs, o eurodeputado terminou realçando o trabalho que a UE está a desenvolver por via da “estratégia europeia para os plásticos e economia circular”, recordou que o G7 decidiu recentemente tomar medidas contra o lixo marinho e que o World Plastics Council, representando a indústria, também quer contribuir com soluções concretas para este desafio global.

“Este é um problema enorme que precisa, de facto, de uma ação coordenada e cooperativa de toda a sociedade”, salientou o eurodeputado.

Share on FacebookShare on Google+Tweet about this on TwitterShare on LinkedIn

Deixe um comentário