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Ricardo Serrão Santos afirmou, esta quarta-feira, na Comissão de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Parlamento Europeu que “colocar sob pressão, propondo, como quase inevitáveis, cortes no financiamento da política agrícola comum e na política de coesão é subjugar os grandes desígnios do projecto europeu à mera aritmética financeira”.

Na reunião onde o Comissário europeu para o Orçamento e Recursos Humanos, Günther Oettinger, apresentou a comunicação da Comissão sobre as perspetivas orçamentais pós 2020, o eurodeputado disse que “o debate acerca das perspetivas orçamentais deve ancorar-se nas prioridades políticas da União” e que é em função destas que devemos discutir os recursos orçamentais.

O deputado que interveio na defesa da política de coesão e da política agrícola comum que “sem aquelas políticas dificilmente haverá convergência, e sem convergência económica e social o projecto europeu fragiliza-se”.

Para Serrão Santos uma eventual diminuição nestes fundos pode vir “a constituir uma espécie de machadada final na construção da União Europeia que, como sabemos, tem vindo a ser posta em causa pelo ressurgimento de partidos nacionalistas e de extrema direita”.

Numa alusão à realidade dos Açores, o deputado europeu socialista, afirmou que a política agrícola é um instrumento de grande importância sobretudo em zonas onde a prática da agricultura não pode ser substituída na criação de emprego e que isto é um factor decisivo para a manutenção das populações nas zonas rurais.

A finalizar, Ricardo Serrão Santos, deixou um desafio: “se queremos responder aos desafios do futuro, estando à altura do que exigem os cidadãos europeus, devemos caminhar para que se aumentem os recursos próprios da União, ou mesmo a contribuição dos Estados. Ou como propôs o Relatório dos 5 Presidentes, encontrar um equilíbrio virtuoso entre estes recursos”.

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