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A maioria das pessoas que estão no exercício de cargos políticos intervêm no sentido de construir soluções para o futuro mas há, também, os que tendem a querer tirar dividendos políticos de todas as circunstâncias, mesmo que isso, frise-se, seja feito à custa da geração de confusão junto de cidadãos e instituições. A postura de exigir tudo dos outros, sem ter a mínima preocupação com a adesão à realidade daquilo que se afirma, é uma má prática política que não promove a coesão social nem incentiva o desenvolvimento económico, e tudo isto, claro está, não qualifica a democracia. A Europa tem sido fustigada por este autêntico flagelo. Recordemos o ambiente de desinformação permanente da campanha para o referendo que conduziu ao Brexit.

Vem isto a propósito do muito que se tem falado do chamado plano Juncker e das confusões que algumas personalidades têm deixado, senão mesmo ajudado a criar, a seu respeito. O FEIE, Fundo Europeu para Investimentos Estratégicos, mais conhecido por plano Juncker não é uma nova espécie de fundo estrutural, nem comporta financiamentos a fundo perdido. Tem outros objetivos e uma estrutura completamente diferente. Procura promover parcerias de investimento valorizando, e muito, a participação de privados. Tanto assim é que os projetos são analisados por uma Comissão de Investimento que não depende dos Estados Membros. Os principais factores de ponderação são, a sua viabilidade económica e a sua mais-valia para as políticas da União, designadamente no âmbito da educação e conhecimento, da inovação da eficiência energética, eficiência do sector de transportes, infraestruturas, recursos naturais e ambiente.

Este plano apoia projetos privados e públicos que se podem candidatar diretamente via BEI – Banco Europeu de Investimento. É um apoio ao investimento que se materializa na facilitação do acesso ao crédito por duas vias. Intervindo, por um lado, através de taxas de juro mais baixas e, por outro, na partilha de risco. Assim, o investidor poderá ter acesso a crédito mais barato ou ver apoiada, por via do capital de risco, um projeto que de outra forma teria dificuldades em ser financeiramente apoiado.
Todas as entidades do sector público (excepto os próprio Estados-Membros) podem solicitar financiamento dos FEIE, sendo que deverão concorrer através de projectos economicamente viáveis, que maximizem e canalizem ao máximo investimento do sector privado e que tenham o valor acrescentado de irem ao encontro das prioridades políticas da UE..

As empresas açorianas poderão conjugar financiamento do Plano Juncker com outros fundos europeus, poderão pedir aconselhamento à Plataforma Europeia de Apoio ao Investimento (criada no âmbito do Plano Juncker) com vista a preparar e submeter possíveis candidaturas.

Há, portanto, muitas oportunidades que podem ser exploradas. Tenho tomado conhecimento de algumas iniciativas nos Açores que têm potencial para virem a ser apoiadas por este plano. São iniciativas privadas, é, sobretudo, isso que este plano visa. Promover o crescimento económico alavancando o investimento privado através do acesso a capital em condições muito vantajosas do que as que o mercado financeiro tem vindo a oferecer

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