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No final da próxima semana decorrerá em Bruxelas, sob a égide do Comitê das Regiões, o IV Fórum das Regiões Ultraperiféricas da Europa. Políticos e organizações da sociedade civil dos Açores, Madeira, Guadalupe, Guiana, Martinica, Maiote, Reunião, Saint-Martin e ilhas Canárias debaterão a futura estratégia para a execução das políticas europeias, com especial incidência nas políticas de coesão.
O espirito do Fórum tem transcendido em muito aquele evento, evidência disso, no caso do Parlamento Europeu, são as reuniões do conjunto dos deputados provenientes das RUP com o Presidente da Comissão, transmitindo a sua sensibilidade acerca do momento político ou, como aconteceu ainda recentemente, com o recém empossado Presidente do Parlamento Europeu, para dar conta das expetativas quanto ao mandato que entretanto  iniciou.
A verdade é que numa Europa que se quer das Regiões as RUP têm sabido valorizar-se na diferença, e em função disso afirmado-se, cada vez mais intensamente, como uma realidade particular num espaço de ideias comuns. A Europa não se pode bastar como um projecto económico ou financeiro. É antes um projeto de desenvolvimento social e humano.
A força das RUP, cuja especificidade se encontra muito justamente consagrada no Tratado, está na diversidade das Regiões que as compõem e no sucesso que estas têm logrado alcançar por via da aplicação criteriosa dos fundos europeus. Prova disso é o efeito multiplicador, quer social quer económico, de muitos dos co-investimentos realizados.
Nos dias que correm a União Europeia atravessa momentos de conturbação social e política. É verdade que a dinâmica conjuntural deve merecer a atenção de todos e implicar as necessárias correções de trajetória. Porém, a estratégia de coesão encetada e levada a cabo, ao longo de muitos anos por gerações de europeus, não pode, sob pena de se deitar por terra décadas de investimento humano e financeiro, ser interrompida e muito menos invertida.
A coesão económica é uma vertente indissociável da coesão social. E o projeto de construção europeia, porque fundacionalmente baseado no Estado Social, um caminho no sentido de promover a prosperidade nos territórios europeus.
O tempo é de prosseguir. E seguir em frente é manter acesa a chama das políticas de coesão. Devemos, feito o balanço do que alcançamos, intensificar o esforço em prol do desenvolvimento dos nossos territórios e, neste sentido, o combate pelas políticas de coesão deve ser vigoroso. Trata-se, no fundo, do combate pelo futuro da Europa.

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