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12-14-2012undpoceans

Hoje, dia 8 de junho, é o Dia Mundial dos Oceanos. Hoje, quero destacar o fascínio e a importância dos oceanos, os serviços ambientais que prestam e os perigos a que estão sujeitos.

Desde tempos imemoriais que o gigante azul provoca emoções e temores aos seres humanos. A necessidade de o tentar domar, para que os pescadores lhe extraíssem alimento ou para que os marítimos os utilizassem como via de comunicação, provocaram nos nossos antepassados sentimentos mistos, muitos deles perpetuados na história, em estórias e na poesia.

Mas a saga é muito mais antiga. Desde que o planeta erradamente chamado “Terra” tem água que os oceanos são fundamentais nos grandes ciclos naturais incluindo os que nos dão ar respirável e água potável. Os oceanos capturam Carbono, e, acima de tudo, constituíram o meio que nos deu a Vida.

Hoje em dia, a esses serviços juntam-se outros essenciais para o nosso quotidiano, como seja a via essencial para os transportes de mercadorias, a plataforma por onde se estendem os cabos submarinos que estabelecem 90% das comunicações entre continentes, o meio para a prática de inúmeros desportos e atividades de lazer e a que se juntam uma miríade de atividades turísticas…

Grande parte da ciência mundial é feita nos mares mundiais, dando respostas para desvendar os seus segredos, permitindo também uma melhor e mais sensata utilização, mas providenciando adicionalmente respostas para os sectores da farmacologia e da cosmética. As espécies existentes nos oceanos têm uma amplitude genética muito superior ao que encontramos em terra e esse “genoma marinho” encerra mistérios que os cientistas estão a descodificar para o benefício de todos.

Ao mesmo tempo, numa atitude particularmente incompreensível, estamos a tratar mal os nossos mares. Sobreutilizamos os recursos piscícolas, poluímos os oceanos com resíduos e compostos químicos, introduzimos energia sob a forma de ruído em níveis insuportáveis para algumas espécies emblemáticas e continuamos a planear novas explorações sem equacionar devidamente o seu impacto ambiental. Aparentemente, esquecemo-nos que dependemos dos oceanos para garantir a nossa segurança alimentar, para comunicar, para transportar e para sequestrar o Carbono em excesso.

Estas são todas boas razões para refletirmos sobre o futuro dos oceanos e para, coletivamente, alterarmos o que estiver ao nosso alcance. Por exemplo, podemos pensar antes de escolher quais as espécies e os artigos que consumimos, optando pelos que resultam de cadeias produtivas ecologicamente saudáveis, podemos reduzir a quantidade de resíduos que produzimos e podemos tornar-nos ativos nas campanhas de salvaguarda e recuperação ambiental marinha.

É este o meu apelo e é este o meu compromisso no Dia Mundial dos Oceanos de 2016!

 

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