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Plenary session week 11 2015 in Strasbourg - Sustainable exploitation of sea bass

O eurodeputado Ricardo Serrão Santos manifestou hoje a sua indignação perante a insuficiência das medidas adoptadas pela Comissão Europeia (CE) para o sector do leite, por ocasião da reunião plenária que teve lugar no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, e que contou com a presença do Comissário da Agricultura, Phil Hogan.

Ricardo Serrão Santos, que submeteu uma intervenção escrita, considera estas medidas “praticamente inúteis para resolver os problemas daqueles produtores de leite que realmente precisam”. Para o eurodeputado açoriano estas apenas “aliviam os que têm maior capacidade de produção, numa lógica de mercado, tendo o efeito perverso de empobrecerem os sectores médios de produção.”

“Atualmente muitos produtores de leite não recebem um preço justo pelo seu trabalho e consequente com os investimentos que realizaram. Vêem o seu futuro hipotecado, sobretudo em economias regionais de pequena escala como é o caso dos Açores onde um sector leiteiro modernizado e tecnologicamente capacitado está a fazer um grande esforço de adaptação às actuais condições resistindo o mais que pode. Este esforço merece ser acompanhado de políticas que permitam estabilizar os preços a um nível realmente compensador”.

Ricardo Serrão Santos reagia às mais recentes medidas anunciadas pela Comissão Europeia, nomeadamente as que visam permitir o planeamento voluntário da produção. O eurodeputado considera que esta medida “não produz efeitos” na redução dos volumes de leite. O objectivo anunciado de redução da oferta para estabilizar os preços, dificilmente será atingido com esta medida de adesão voluntária. Sendo provável que a redução da produção de uns seja prejudicada pelas quantidades daqueles que continuam a produzir o mesmo ou mais.

Fazendo referência à falta de alinhamento da resposta europeia com aqueles que são os verdadeiros problemas do sector leiteiro, o que chega a colocar em causa o papel das instituições, Serrão Santos considera que a “CE deve ser capaz de se questionar sobre a utilidade do actual quadro legal”, defendendo que “é preciso ir mais longe, com medidas realmente europeias eficazes na regulação da oferta e para que os produtores de leite tradicionais possam ter poder negocial relativamente à indústria e à grande distribuição”

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