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O eurodeputado Ricardo Serrão Santos participou, em Bruxelas, a convite da Comissão de Recursos Naturais do Comité das Regiões, numa reunião dedicada ao futuro do setor do leite. O Eurodeputado açoriano partilhou o painel com René Souchon, responsável daquela Comissão pelo parecer sobre o futuro do leite, Romuald Schaber, Presidente do European Milk Board e com representantes da Comissão Europeia e da Presidência Letã do Conselho de Ministros, país cujo sector leiteiro foi gravemente atingido pelo embargo russo, com preços que rondavam os 24 cêntimos por litro em Dezembro 2014, contra uma média europeia actualmente de cerca de 32 cêntimos /litro.

No uso da palavra Serrão Santos relembrou que “o Conselho de Ministros e o Parlamento Europeu, dentro das maiorias políticas que lhes correspondem, derrubaram sempre qualquer proposta no sentido de revisitar a decisão de descontinuar o regime das quotas leiteiras”. Sendo que “atualmente, o cenário pós-quotas leiteiras é aceite por todos. Todos compreendem que assim será, mas muitos não se conformam com esta decisão”.

O eurodeputado, que é relator sombra no Parlamento Europeu para o relatório de iniciativa sobre as medidas do pacote do leite e o futuro do setor na Europa disse que esta decisão causa-lhe perplexidade “fundamentalmente porque corresponde a uma escolha política clara a favor dos países e zonas que têm maior potencial produtivo e em detrimento das zonas de produção com maiores constrangimentos competitivos” e que “muitas vezes, estas zonas menos competitivas correspondem também a zonas em que a produção leiteira como actividade económica não tem alternativa e que poderão ser profundamente abaladas no contexto pós-quotas e assim comprometer o tecido rural de regiões inteiras”.

No sentido de amparar o setor que, ao que tudo indica, atravessará momentos de instabilidade em virtude da esperada volatilidade acrescida dos preços, o eurodeputado alertou para a necessidade de ter em conta os mecanismos actuais para amparar o sector, mas não deixou de referir que estes são insuficientes, sobretudo financeiramente. referindo-se aos desafios do futuro no sentido de potencializar ao máximo as medidas disponíveis no âmbito da Política Agrícola Comum, o que, salientou, “esta obviamente grandemente nas mãos dos governos nacionais”, o eurodeputado mencionou ainda a necessidade de “trazer todos os intervenientes da cadeia de valor ao diálogo, incluindo, em especial, a distribuição”.

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