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O eurodeputado, Ricardo Serrão Santos, reuniu esta segunda-feira, na Ilha Terceira, com a Associação Agrícola daquela ilha e com a Associação de Jovens Agricultores da Ilha Terceira. À saída da reunião, o parlamentar europeu, reafirmou o seu compromisso em manter no Parlamento Europeu uma agenda intensa no sentido de ser criado um mecanismo que equilibre o mercado do leite após o desmantelamento do regime de quotas leiteiras previsto para Abril de 2015. Serrão Santos afirmou que “ainda na semana passada, em Estrasburgo, alertei o Presidente da Comissão, Jean-Claude Juncker, para a necessidade da União Europeia ser proactiva e não esperar pelos efeitos do fim do regime para agir”. É, por isso, afirmou o eurodeputado, “que em Janeiro teremos uma agenda muito forte. As especificidades dos Açores e a qualidade da nossa produção devem ser preservadas e garantidas”.

Para Serrão Santos “a Comissão Europeia deveria dar mais atenção aos avisos sucessivos, quer do setor quer do próprio Parlamento Europeu, acerca dos possíveis efeitos imediatos do fim daquele regime. O embargo Russo aos produtos lácteos europeus e a conjuntura económica internacional são sinais que não devem ser desvalorizados”.

Sobre a agenda de Janeiro, o eurodeputado, disse que “dia 7 haverá, em Bruxelas, um encontro dos Socialistas Europeus sobre a gestão do regime pós quotas no qual o Presidente da Federação Agrícola dos Açores, Jorge Rita, será um dos quatro oradores convidados (o único português). Tendo, desta forma, uma oportunidade para evidenciar a realidade da agricultura açoriana pressionando uma solução europeia”. Ainda em Janeiro, “no dia 27, realizar-se-á uma audição na Comissão de Agricultura do Parlamento Europeu, também sobre o fim do regime das quotas. Para a qual convidamos as Associações Agrícolas. Trata-se de um momento que pode também ser importante”.

Ricardo Serrão Santos referiu, ainda, que “apesar das dificuldades que, numa primeira fase, o fim do regime de quotas pode colocar, hoje, os Açores estão mais preparados para enfrentar o mercado aberto e competitivo. Quer a produção, que se modernizou e muito tornando-se mais eficiente, quer a industria que tem investido na promoção e valorização dos produtos, tiveram avanços que merecem ser salientados e protegidos”.

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