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IntervençãoComissãoRedesDerivantes

Esta quinta-feira, em Bruxelas, discutiu-se a abolição de uma arte de pesca artesanal denominada redes derivantes. Esteve em debate, na reunião da Comissão das Pescas do Parlamento Europeu, a proposta da Comissão Europeia que defende que esta arte seja banida o que coloca em causa a sua prática no norte de Portugal onde existem 99 licenças atribuídas.

Ricardo Serrão Santos interveio na discussão tendo afirmado “eu venho de uma região, os Açores, onde os pescadores e os outros sectores da pesca, incluindo os cientistas e os políticos foram paladinos, há mais de vinte anos, de luta contra as redes derivantes, do cerco do alto e de arrasto. Mas também venho de um país onde algumas actividades de pesca com redes derivantes são desenvolvidas de forma sustentável, artesanal e de pequena escala, como é o caso das sardinheiras. Por isso tenho uma particular inclinação para acomodar abordagens geográficas e regionais”. O eurodeputado chamado ainda a tenção para a necessidade de “separar o trigo do joio. Não faz sentido prejudicar os pescadores tradicionais e de pequena escala apenas porque, algures na Europa, nomeadamente no Mediterrâneo, ocorrem problemas reais de pescas ilegais com redes de larga escala.”

Apesar disso, o deputado referiu que o documento da Comissão não deve pura e simplesmente ser abandonado “há aspectos do mesmo que têm de ser retidos e implementados. As redes de deriva de larga escala ainda ativas terão de ser efectivamente banidas, independentemente do nome que se lhes der para iludir à sua falsa legalidade”, enfatizou numa alusão a expedientes menos correctos.

O eurodeputado socialista relembrou, ainda, que “há pescarias com redes derivantes, tal como as sardinheiras no norte de Portugal continental ou as Cornwall sardine e a Hastings fleet for pelagic no Reino Unido com certificação MSC (Marine Stewardship Council – pesca sustentável certificada)”. Insistiu, no entanto, para a necessidade de não abandonar a bondade do Regulamento e cumprir o seu objectivo central de retirar do mar as artes ambientalmente inadequadas.

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